Produção maior com modelo agroflorestal

Novo uso da terra ajuda agricultores a desenvolver negócio sustentável

da Folha de Pernambuco – Augusto Leite

COM AVANÇOS, sr. Jones aumentou em mais de sete vezes produção de coco

folha-permambuco-28062010 Transformar algo ecologicamente correto em um negócio sustentável e rentável parece longe da realidade de muitas empresas. No ramo agrícola, isto é possível. Pelo menos é o que sugere um modelo chamado de agroflorestal. Ele consiste no uso da terra combinando espécies de árvores com cultivos agrícolas e animais, capazes de captar nutrientes do solo, segundo o Sistema de Informações Agroflorestais (Sisaf), elaborado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). E é assim que Jones Severino Pereira – agora empresário – ganha a vida há mais de 15 anos.

“No começo, a vizinhança achava que eu tinha endoidado, porque as pessoas passavam na frente e viam o terreno cheio de mato. Quando surgiram os avanços, passei a tirar 500 cocos dos mesmos 40 pés que antes davam no máximo 70”, conta. Isso não é nada. Hoje, do Sítio São João, em Abreu e Lima, do qual ele é dono, saem 13 mil quilos de alimentos e 40 metros cúbicos de madeira por ano. A produção é garantida por mais de 75 espécies de plantas e uma diversidade de animais que o agricultor não consegue sequer estimar.

As flores não brotaram tão facilmente na vida de Sr. Jones. A inovação partiu por necessidade, já que o solo estava improdutivo e a família vivia da apicultura – criação de abelhas. Atualmente, ainda retiram 500 mil litros de mel todo ano, mas esta não é mais a principal atividade de sustento. “O sistema convencional monocultivo fez com que o solo chegasse a um ponto em que ficou completamente degradado. Na época (até 1993), se eu ganhasse dinheiro, comprava adubo e produzia. Só que não era mais viável. Ia cair num ciclo vicioso. Sempre dependeria de adubo e a natureza não funciona dessa forma”, aponta.

O empresário lembra que “nos primeiros três anos de experiência (agroflorestais) foram mais erros do que acertos”. A situação melhorou mesmo com a ajuda do Centro Sabiá, uma organização não-governamental que assessora famílias agricultoras em Pernambuco. Tanto trabalho, esforço e boa vontade levaram a área de um hectare do Sítio São João a ser reconhecida internacionalmente. De 1999 para cá, já foram mais de 3,5 mil pessoas visitando o local, muitas delas fazendo intercâmbios ou estágios.

original: http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-economia/576761

Sítio São João
Telefone: 3541-9083

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2 respostas a Produção maior com modelo agroflorestal

  1. Maria dos Prazeres da Silva disse:

    Tenho uma hitória de vida com a agricultura, meus avós viviam na zona rural e meu avô também execia a profissão de agricultor porém, as consequências da vida os expulsaram do luga onde moravam e eles vieram para a vila onde criaram seus filhos mas, ele sempre voltava ao seu lugar de origem sem muito êxito, o legal é que toda minha família é envolvida com agricultura e comigo não poderia ser diferente, há dois anos compre uma parcela e estou envolvida com a agrofloresta, recebi a visita de um técnico e estou muito feliz porque já estão surgindo os resultado do meu esforço, abriu uma nascente que há mais de dez anos havia secado, credito que seja porque durante os dois anos e nove meses em que as terras estão em meu poder não permiti que fossem derrubada nenhuma árvore pelo cotrario plantamos onde não existia e agora acredito que com a colaboração do Centro Sabiá vou conseguir fazer uma agrofloresta assim como seu jones para dar minha cotribuição a humanidade e ao planeta.

  2. Aurelio disse:

    Muito legal Maria. Espero que tenha sucesso no seu projeto.

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